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Como dar uma festa de alto nível e luxo

Você acha que tá arrebentando com o seu apartamentinho alugado em maresias e que todas as gatinhas vão pagar um pau quando virem você passeando no BMW do papai?

Meu filho, tu não sabe é nada de alto nível. Pra fazer uma festa de alto nível, você precisa aprender alguns detalhes sobre a vida dos milionários, dos realmente exclusivos, que você nem faz ideia que existem.

Exclusividade

Você precisa ter acesso àquilo que poucos tiveram em suas míseras vidas. Não basta ter um carrão mais – você precisa de uma coleção deles, todos na mesma cor, comprados em cidades cujas iniciais formam o nome da sua empresa. Formar o nome da sua esposa soaria careta, porque você é o jovem brincalhão da família brincando de esbanjar solteirice – mais pra frente na sua vida você vai ser o jovem recém casado da família e, aí sim, poderá esbanjar sua vida de casado de maneira mais clássica – com aneis de brilhantes e brincos de rubi.

Exclusividade é o que a palavra diz: exclusivo. Ninguém mais tem ou quase ninguém mais tem. Portanto verifique em quais aspectos você consegue ser o mais exclusivo para a sua festança: na alimentação, nas mas músicas, nos convidados, onde?

Uma casa maravilhosa

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Esqueça a baladinha fechada no Sirena. Isso já era, não tem nada de luxuoso, requintado ou, pior ainda, nada de exclusivo! Se você pretende dar uma festa de alto nível, daquelas que a própria Caras vai ficar com vergonha de não ter conseguido colocar um repórter lá dentro, você precisa de uma casa de altíssimo padrão, daquelas com dezenas de quartos que ninguém nunca entrou e um teto que chega quase na altura de um estádio de futebol. Felizmente pra você, hoje já existem na internet uma série de sites que disponibilizam casas de luxo para alugar em todo o Brasil, seja para moradia ou para eventos e festas.

Saiba que a sua casinha tem que ter no mínimo duas piscinas – uma mais reservada para os mais assanhadinhos – e muitos cantinhos onde as pessoas possam ter intimidades sem serem vistas, ainda assim com muito luxo. As pessoas requintadas da alta sociedade também dão seus pulinhos e gostam de aventuras – e uma festa sem registro e possibilidade de aventuras, ainda que tenha todo o luxo e requinte – não é uma festa; é uma sala de espera, uma perda de tempo.

Entretenimento

Djs famosos da gringa também são recomendadíssimos para a sua festa de alto nível.

Nomes que estão por trás dos estilos de música mais avançados e diferentes do mercado são sempre os mais solicitados no mercado do entretenimento.

E é preciso ficar de olho nos estilos apresentados. Nada pior pra uma festa que contratar um dj enferrujado que mistura psy trance com axé dos anos 90 (acreditem, eu já vi isso acontecer). Quanto mais você manter o seu estilo fechado, mais você cria identidade à sua festa e, consequentemente, ao seu nome como agitador de festinhas luxuosas.

Comida

Esqueça os PFs e o churrasquinho que você se acostumou. Festa de luxo merece comida gourmet! Isso quer dizer que você vai precisar de uma equipe produzindo, servindo e limpando o evento enquanto ele acontece!

Um pedido que nunca falha nas festas de altíssimo padrão que acontecem no mundo todo São os frutos do mar, tendo a lagosta como carro chefe – esqueça aquele camarãozinho, seu pobre.

Tome muito cuidado para não cometer a gafe que muitos tem cometido ultimamente – tenha sempre opções veganas na sua alimentação de festa. Modelos e jogadores de futebol podem até gostar de uma birita, mas muitos ainda querem manter a forma, apesar do álcool.

E você? Tem alguma dica sobre como produzir uma festa de luxo, de alto padrão? Comenta aí ou escreve pra gente que será um prazer enriquecer esse post!

O que é ser um hipster hoje em dia?

Eles fizeram moda. Eles foram um sucesso. Eles arrebentaram os padrões e transformaram o antigo em algo novo. Agora eles são apenas idiotas…

Os hipsters surgiram numa mistura de testosterona barbuda com a delicadeza do xadrez e dos coletes. No início eram apenas publicitários brincando com seus bigodes, mas a coisa foi ficando séria e deu no que deu – uma tendência, uma moda, um estilo de vida que, finalmente, começa a fracassar!

hipster
Um hipster típico

Como identificar um hipster?

Eles tem um arzinho arrogante e citam séries americanas sem pestanejar. Suas piadas são geralmente reproduções de textos do Connan O’Brien e são, na sua maioria, ateus, pois Deus não é nada chique. Eles inserem vários neologismos nos seus discursos porque acham que é muito cool e super in quando você mostra o seu conhecimento, não só em outra língua, mas no estilo de vida americano. Eles preferem Hemmingway a Jorge Amado e nunca perdem os lançamentos do cinema.

Como diria o nosso amigo Yahoo Respostas (eterna fonte de sabedoria online), hipster são:

…os “iniciadores de tendências”. Geralmente jovens, são pessoas “normais” (o que é normal? errrr), que fazem faculdade, trabalham, convivem tranquilamente com outras pessoas, mas que geralmente são da alta classe social. Ta, não sejamos míopes: é possível um Hipster que não tenha grana. Este geralmente compra suas roupas em brechos e precisa ter mais criatividade para combinações exóticas com o que tiver na mão, mas jamais bregas! Um Hipster não é brega e nem cafona, ele se veste bem, com roupas de boa qualidade, mas com uma combinação incomum, diferente e que não está na moda hoje, mas isso pode vir a ser moda futuramente (2 ou 3 anos mais tarde). São formadores de opinião, criadores de tendências para moda, música e para festas e baladas. São sempre os primeiros, tanto para iniciar algo quanto para descartar esta idéia assim que ela vira de fato modinha, ou seja, quando nós (pobres mortais) achamos que estamos abafando porque descobrimos que casaco de motoqueiro voltou à estar na moda e começamos a usar primeiro que todo mundo da faculdade (uhu!). Sim, estão sempre um passo à frente: fizeram isso com os bones Van Dutch, a volta do modelo anos 80 do Ray Ban (aquele que o Tom Cruise usou em Risky Business), o lenço keffieh e o chapéu estilo mafioso. O nome “hipster”, inclusive, vem de hip, que significa moderno, inusitado, inovador.

O texto acima foi, claramente, escrito por algum hipster.

O que um hipster procura?

Fato é que são apenas homens querendo chamar a atenção de alguma forma, tentando fazer sucesso com as mulheres, conseguir destaque na multidão uma vez que seus perus são muito pequeninos e eles se sentem inseguros com isso. Mais fato ainda é que, como toda modinha, os hipster se viram reféns da própria fama: todo mundo resolveu virar hipster e a coisa perdeu a graça. É difícil viver uma modinha com um discurso de contrariar a moda; a coisa se transforma em um paradoxo insustentável e o tempo, ah o tempo, sempre implacável, dá conta de finalizar as tendências hipócritas que dizem ser contra as tendências.

Hoje eles tentam o discurso do “old-school” hipster – mais uma vez um termo em inglês para aumentar a descolagem da coisa – tentando separar aqueles que eram hipster desde o começo da história daqueles que se hipstearam depois que a coisa bombou. Procuram criar uma diferença de acordo com o tamanho do bigode, a combinação inusitada de listrado e xadrez, mas fato é que, assim como os estudantes de datilografia e os trabalhadores de central de bip, os hipsters perderam o seu momento e estão em decadência.

Diferentemente dos metrossexuais que continuam com tudo, lindões, pegando todo mundo e abusando da moda – o que eles nunca esconderam de ninguém.

Moral da história: a hipocrisia é um bichinho que mora no bigode.

Beleza e Sexualidade

O que é belo? O que é atraente?

É difícil sermos atraídos sexualmente, por pessoas fundamentalmente diferentes de nós mesmos, na constituição racial. Assim, acontece com frequência que esta admiração por nossas próprias características raciais leva à idealização de aspectos que estão muito distanciados da beleza estética. O seio firme e redondo é, sem dúvida, um característico de beleza, mas, entre muitas das populações negras da África os seios descaem em uma idade precoce, e aí verificamos que às vezes o seio descaído é admirado como belo.

Para tornar razoavelmente completa a análise da beleza sexual deve-se acrescentar, pelo menos, um outro fator: a influência do gosto individual. Cada indivíduo, qualquer que seja o grau de civilização, constrói, dentro de certos limites estreitos, um ideal feminino próprio, em parte na base de sua constituição especial e das exigências desta, em parte sobre as atrações eventuais concretas que ele experimentou. É desnecessário salientar a existência deste fator, que tem de ser levado sempre em conta em todo estudo da seleção sexual no homem civilizado. Suas variações, porém, são numerosas e nos amantes apaixonados pode mesmo levar à idealização de aspectos que, na realidade, são o inverso do belo. Aqui nos aproximamos do campo dos desvios sexuais mórbidos.

beleza

Assim é que temos de reconhecer outro fator na constituição do ideal de beleza, um fator talvez encontrado exclusivamente nas condições de civilização: o gosto pelo incomum, o remoto, o exótico. Afirma-se comumente que a raridade é admirada na beleza. Isto não é rigorosamente verdadeiro, exceto no que toca a combinações e caracteres que variam somente em pequena escala, em relação ao tipo geralmente admirado. “Jucundum nihil est quod non reficit varietas,” (Nada que a variedade não renova é agradável), de acordo com um antigo ditado. A inquietação e a sensibilidade nervosas, maiores na civilização, aumentam esta tendência, que também não é raro encontrar em homens de talento artístico. Em todos os grandes centros civilizados o ideal nacional de beleza tende a modificar-se de certo modo, em inclinações exóticas e ideais alienígenas, assim como hábitos estrangeiros tornam-se preferidos em relação aos nativos.

A superficialidade da beleza

Se a beleza é assim, o principal elemento na atração sexual através da visão, não é o elemento único. Em todas as partes do mundo isto tem sido bem compreendido e, no jogo amoroso, no esforço para despertar a tumescência, a atração pela visão foi multiplicada e ao mesmo tempo reforçada por outras atrações secundárias.

Assim temos a scoptofilia (mixoscopia) ou a excitação sexual despertada pela visão de cenas sexuais, ou mesmo simplesmente dos órgãos sexuais do sexo oposto. Até certo ponto isto é inteiramente normal, sendo o vergonhoso de suas manifestações devido ao rígido mistério convencional no qual é mantido o corpo nu. Muitos homens de valor procuraram na juventude oportunidades para observar mulheres em seus quartos de dormir e muitas mulheres respeitáveis olharam através de fechaduras de quartos de homens, embora não gostassem de confessá-lo. É, na verdade, um hábito de senhorias e criadas fixar o olhar nas fechaduras dos quartos onde há casais, que elas suspeitam possam estar em colóquio amoroso. As pessoas que atrevidamente praticam essa mixoscopia são chamadas peepers (pessoa que espreita). Estas manifestações atraíram por vezes a atenção da polícia, principalmente em Paris, e sei de mulheres que surpreenderam homens a observá-las através da claraboia, nos fundos de instalações públicas nos jardins das Tulherias.

A moralidade como objeto de desejo

Sob outra forma temos a atração sexual por quadros com figuras não necessariamente de caráter lascivo, por cenas eróticas e a atração sexual por estátuas. Isto é, por um lado, a origem psicológica daquilo que é comumente chamado pornografia (incorretamente, visto que não tem relação especial com pornéus (bordéis) e, por outro lado, do desvio sexual conhecido como pigmalionismo, da história clássica de Pigmalião, apaixonando-se pela estátua que ele mesmo havia feito. Enquanto o interesse nas cenas e imagens eróticas é natural e normal quando não se torna uma paixão absorvente, o pigmalionismo é mórbido porque o objeto adorado é um fim em si mesmo. O pigmalionismo tem sido observado principalmente em homens, mas Hirschfeld menciona uma senhora, frequentadora dos melhores círculos sociais, que foi vista em um museu, levantando a folha de figueira das estátuas clássicas e cobrindo de beijos a parte descoberta. A atração erótica pelas fotografias manifesta-se agora principalmente, e em grande escala, através do cinema, sendo a influência mais poderosa por causa da natureza móvel e sugestiva de vida, das imagens apresentadas. Numerosas pessoas, principalmente mulheres jovens, vão ao cinema dia após dia para contemplar, em estado de excitação sexual, um herói adorado que vive talvez a milhares de quilômetros de distância e que, na vida real, elas jamais verão.