Saltar de Pára-Quedas como meditação

Todo mundo acha uma loucura. Quem nunca fez acha quase um suicídio. Quem já fez não vê a hora de fazer de novo. Muitos ficam viciados, outros morrem de medo.

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Saltar de Pára-Quedas é uma das experiências intensas que não permitem meio termo: ou você ama ou você nem pensa nisso. Como toda experiência que te coloca frente a frente com a morte – afinal, se o brinquedinho não abre, você não só chega mais rápido mas como resolve todos os problemas dessa vida – saltar pode ser um profundo processo de descoberta e autoconhecimento.

A iminência da morte, a queda livre, o inesperado, toda essa mistura de sensações provoca uma descarga de diversos hormônios no nosso corpo, dentre eles a adrenalina, o hormônio do correr ou lutar. Os hormônios alteram nossa percepcão e consciência e, assim, podemos descobrir um novo olhar ao nosso respeito durante uma experiência como essa. Isso pode sim ser um processo meditativo que muda a nossa auto percepção, nosso amor próprio, nosso propósito de vida sim. Pode ser uma experiência extremamente profunda e significativa. Um único salto é capaz de fazer você mudar todos os seus propósitos, seus objetivos, e valorizar ainda mais as coisas simples e gostosas da vida, como um dia de sol ou um abraço dos seus amigos…

A Escola Brasil PAraquedismo é uma das pioneiras na arte no Brasil. Milhares de alunos e malucos já passaram por lá. Existe uma serie de normas que devemos seguir quando saltamos de páraquedas:

NORMAS DA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE PARAQUEDISMO

(Resumo  para Alunos em Instrução – Categoria AI)

1 – Todo salto deverá ser autorizado pelo instrutor responsável. Ao se dirigir a outra área de saltos ou a outro instrutor, o aluno deverá
apresentar:
– Licença Esportiva emitida pela CBPq, dentro da validade;
– Caderneta de Salto; e
– Autorização, por escrito, do seu instrutor.

2 – Em hipótese alguma, um atleta saltará sob efeito de álcool ou drogas.

3 – O aluno só deverá equipar-se sob supervisão de um instrutor.

4 – Após equipar-se, o aluno deverá ter seu equipamento inspecionado pelo instrutor.

5 – deslocamento da área de equipagem até a aeronave deverá ser feito sob a supervisão do instrutor.

6 – Em hipótese alguma o aluno será obrigado a saltar de uma aeronave em vôo.

7 – O velame principal do Aluno em Instrução deverá estar aberto a, no mínimo, 4.000 pés de altura.

8 – Durante a progressão do curso, o aluno deverá utilizar-se de um equipamento do tipo “STUDENT” contendo todos os acessórios de segurança.

9 – A frequência mínima de saltos em qualquer categoria é de dois saltos nos últimos 30 dias. É sugerido ao atleta com frequência menor que a mínima, a utilizar um velame da categoria anterior ou 20 pés quadrados maior, em dois saltos de readaptação, ficando a critério do Responsável Técnico da Atividade.

10 – Intervalo para dobragem de reservas: 06 meses.

11 – Velame Reserva deve ser maior que 110 pés.

12 – É obrigatório o uso de capacete rígido por paraquedistas de categorias AI; A; e B.

13 – DAA é obrigatório para paraquedistas de categorias AI, A e B.

14 – O Aluno em Instrução (AI) que não saltar em 120 dias, contados desde o último salto, deverá reiniciar o curso.

15 – Os alunos AFF que estejam nos níveis de I a VII e que não realizam saltos há mais de 30 (trinta) dias deverão ser reciclados nos procedimentos no solo e realizar um salto de readaptação no mesmo nível da paralisação antes de continuar com a progressão.

16 – Os alunos AFF que estejam nos níveis de I a VII e que não realizam saltos há mais de 90 (noventa) dias deverão refazer o curso completo desde o teórico.

E você? Tem coragem? Já saltou? Quer saltar e não teve a oportunidade? Comenta aqui a sua experiência e vamos iniciar um bate papo.

 

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